Sempre senti necessidade de fazer algo em beneficio de alguém, quando não estivesse sendo observado.
Em nossas reuniões, o povo vinha ao nosso encontro, mas eu sentia a necessidade de ir aos que não podiam vir...
Eu é que precisava daquele conforto!
Então muitas vezes, eu buscava, a sós, a periferia da cidade, no Maximo acompanhado por um irmão ou por uma irmã que se dispusesse a ir comigo, sendo que na maioria das vezes, apenas o taxista me acompanhava.
O que levava era tão pouco, comparado ao muito que trazia no coração...
Quantas lições de paciência e coragem, de aceitação e fé!
Se as pessoas deprimidas se dispusessem a uma visita periódica aos casebres aos bairros mais afastados, evitariam o psiquiatra, o sanatório...
Longe da dor dos outros, a nossa dor encontra demasiado espaço para crescer.
Precisamos sentir-nos responsáveis, nem que seja por um vaso de flores ou por um pequeno cão a ser alimentado por nossas mãos.
Fazer o bem sem a preocupação de mostrar o que estamos fazendo, isto é fundamental à nossa paz e à nossa auto - estima espiritual.
O Centro Espírita era o meu dever; a periferia era minha benção!...