O dependente de drogas (álcool, tabaco, maconha, cocaína, crack...) é considerado suicida?
O dependente químico tem prejudicada a sua qualidade de vida. Moralmente pelo envolvimento com a marginalidade; espiritualmente pelas companhias espirituais que atrai para compartilharem o uso e fisicamente pelos prejuízos orgânicos que o uso de qualquer das drogas citadas acarreta.
Por tudo isso e principalmente pelos danos físicos, tais como câncer de pulmão, cirrose, problemas neurológicos, circulatórios e até mesmo morte por “overdose”, doenças infectocontagiosas (hepatite, AIDS) tem reduzido seu tempo de vida na Terra.
O indivíduo nessas condições parte para a espiritualidade antes do tempo que foi programado para aquela encarnação e seu caso é considerado, segundo a questão 952 de O Livro dos Espíritos, um suicídio moral.
A responsabilidade diante do ato é proporcional ao conhecimento que tenha a respeito do assunto, porém, de qualquer forma, é responsável porque mesmo desconhecendo as implicações espirituais envolvidas, ninguém ignora os danos que o uso de drogas causa à saúde.
Ao desencarnar sofre as conseqüências próprias do desenlace precoce (questão 957 LE), com um agravante: a falta da droga.
Qualquer um de nós que conheça um dependente de tabaco,ou mesmo do álcool, por exemplo, já pôde presenciar uma crise de abstinência pela ausência da droga. Ansiedade, tremores, delírios, entre outros, são sintomas que fazem com que o usuário cada vez mais busque a droga para eliminar os sintomas. Se a droga utilizada for então cocaína ou crack, cujos danos causados são maiores, maior será também o desconforto da crise de abstinência. São tão incômodos esses desconfortos que alguns, no auge do desvario, chegam a matar – às vezes até entes queridos – para obter a droga.
Imaginem então uma crise dessas sem o corpo material para “abafar” os sintomas da crise de abstinência.
O corpo físico, mais denso, expira, mas, o perispírito, matéria mais sutil, mas ainda assim, matéria, permanece com as mesmas sensações, porém, mais aguçadas e multiplicadas.
A solução que alguns espíritos nessas condições encontram é a de se aproximar do usuário encarnado e, imantando-se a ele, sorverem as emanações da droga.
Criam, assim, mais um problema, mais débitos. Tornam-se obsessores.
E como se não bastasse tudo isso, comprometem encarnações futuras porque as lesões causadas ao perispírito, molde do corpo físico, darão origem a corpos também com lesões variadas nem sempre sanadas numa única encarnação.
“Prazeres curtidos” hoje plantando problemas futuros...
Droga, quanto custa?
CUSTA A VIDA .■
Para aprofundamento dos temas abordados sugerimos:
Capítulo I – 4ª parte – DAS ESPERANÇAS E CONSOLAÇÕES
Capítulo III – 2ª parte – DA VOLTA DO ESPÍRITO, EXTINTA A VIDA CORPÓREA, À VIDA ESPIRITUAL
Capítulo V – 2ª parte – CONSIDERAÇÕES SOBRE A PLURALIDADE DAS EXISTÊNCIAS